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Luísa Grilo: “É justa a cobrança de 60 por cento das propinas”

Luísa Grilo: “É justa a cobrança de 60 por cento das propinas”

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A ministra da Educação, Luísa Grilo, considerou, ontem, justa a cobrança de até 60 por cento das propinas pelas instituições do ensino privado, em pleno período do Estado de Emergência

Luísa Grilo, que falava em Luanda no final da segunda reunião ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, justificou a afirmação com o facto de o Governo dever continuar a garantir os postos de trabalho e evitar a falência das empresas.
“Penso que a cobrança dos 60 por cento baseia-se nestas questões, pois era necessário salvaguardar os postos de trabalho de professores e funcionários. Seria desastroso se as escolas não pagassem os salários dos professores”, afirmou.
Dirigindo-se claramente àqueles que são contra o pagamento das propinas, a ministra questionou: “No regresso às aulas, teríamos de arranjar novos professores? Como seria? Teríamos de começar o processo do zero?”. Mais adiante Luísa Grilo garantiu que todas as instituições de ensino trabalham no sentido de recuperar o tempo em que ficaram paradas.
A ministra da Educação considerou positiva a reunião de ontem da Comissão para a Política Social, por, durante a mesma, terem sido analisadas questões ligadas ao regresso às aulas, após o período do Estado de Emergência.
Luísa Grilo defende que sejam criadas as condições para receber os alunos logo que as condições sanitárias estejam garantidas. “Mesmo que termine o Estado de Emergência, teremos de continuar a respeitar medidas de distanciamento social e teremos de continuar a cuidar das questões de biossegurança”, exortou.
Durante a reunião, foram analisadas também questões ligadas à conservação das escolas, água, iluminação e a redução de 40 para 20 o número de alunos nas salas de aula. Quanto àreorganização do processo docente-educativo, principalmente o reajuste do calendário escolar, a ministra defendeu que é preciso recuperar as seis semanas perdidas, propondo, com efeito, o ajustamento de algumas disciplinas e até da carga horária.
Caso a situação prevaleça, as aulas devem prolongar-se até Janeiro, para que se cumpram os programas mínimos obrigatórios desenhados, informou Luísa Grilo, revelando ainda que a difusão das aulas pela TV poderá ser alargada para a 7ª e 8ª classes.

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